FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA - (F.E.B)

 

Identificada pelo distintivo da cobra fumante, foi uma divisão militar do Exército e da Força Aérea Brasileira que lutou como parte das Forças Aliadas no Teatro Mediterrâneo da Segunda Guerra Mundial. Contava com cerca de 25,9 mil homens, incluindo uma divisão de infantaria completa, esquadrilha de ligação e esquadrão de caças.

Colocadas sob o comando dos Estados Unidos, as tropas brasileiras lutaram principalmente na libertação da Itália de setembro de 1944 a maio de 1945, enquanto a Marinha e a Força Aérea participaram da Batalha do Atlântico de meados de 1942 até o final da guerra. A FEB operou principalmente em nível de pelotão, presenciando combates pesados na árdua Linha Gótica e durante a ofensiva final de 1945. Ao final da guerra, foram feitos 20.573 prisioneiros do Eixo, incluindo dois generais e cerca de 900 oficiais. A divisão perdeu 948 homens mortos em combate em todas as três forças.

O Brasil da Era Vargas foi o único país sul-americano independente a enviar tropas de combate ao exterior durante a Segunda Guerra Mundial. Conhecida por sua tenacidade e bravura, a FEB era bem vista tanto por aliados quanto por adversários; serviu com distinção em diversas batalhas, principalmente em Collecchio, Camaiore, Monte Prano e Vale do Serchio. A Marinha e a Força Aérea do Brasil desempenharam papeis importantes na proteção da navegação aliada e na paralisação do poder marítimo do Eixo, infligindo perdas desproporcionalmente elevadas às munições, suprimentos e infraestrutura inimigas.


O Dia dos Pracinhas é celebrado em diferentes datas relacionadas às suas conquistas na Segunda Guerra Mundial, sendo a mais destacada o 21 de fevereiro (conquista de Monte Castelo). Também é lembrado em 8 de maio (Dia da Vitória) e 18 de julho (retorno dos Veteranos). Eles foram os 25 mil soldados da FEB que combateram na Itália.

Legado:

O que significa "Pracinha": Apelido carinhoso dado aos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Ações: Destacaram-se em batalhas cruciais como Monte Castelo, Montese e Castelnuovo entre 1944 e 1945.

Reconhecimento: Embora tenham sofrido com abandono no pós-guerra, hoje são reverenciados por sua coragem e sacrifício.

  

Principais Datas e Homenagens:

21 de Fevereiro (Conquista de Monte Castelo): Data principal, celebrando a vitória brasileira na Itália em 1945, marcando a bravura contra o nazifascismo.


21 de fevereiro: Dia da Tomada de Monte Castelo

Rio de Janeiro (RJ) - No dia 21 de fevereiro, comemoram-se da Tomada de Monte Castelo, no Teatro de Operações da Itália, durante a 2ª Guerra Mundial. A conquista pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), no ano de 1945, custou a vida de 478 heróis nacionais e é considerada um dos maiores feitos das Forças Armadas do Brasil, tendo contribuído de forma decisiva para acelerar a retirada das tropas alemães do território italiano.

A 1ª Divisão de Exército é herdeira do legado da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), que fazia parte da estrutura da FEB, criada pela Portaria Ministerial Nr 4.744, de 9 de agosto de 1943.

Ao longo da 2ª Guerra Mundial, a 1ª DIE empregou um total de 25.334 militares e obteve vitórias importantes, como nas batalhas de Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Castelnuovo, Belvedere, Montese, Monte Castello e a captura da 148º Divisão de Infantaria do Exército Alemão.

 

8 de Maio (Dia da Vitória):

Marca o fim da Segunda Guerra na Europa (1945), sendo o dia de celebração da vitória aliada e dos "pracinhas".


O dia 8 de maio entrou para o nosso calendário como símbolo de coragem, sacrifício e devoção de homens e mulheres das nações aliadas, que combateram a opressão, a tirania e o totalitarismo.

Celebramos, honramos e agradecemos aqueles que contribuíram para o triunfo da democracia. Lembramos dos que se foram e daqueles que aqui estão, brasileiros e brasileiras, que deixaram suas famílias, amigos e partiram para a guerra, e devido à árdua missão a cumprir, muitos dos nossos bravos deixaram de regressar aos seus lares.

Em 8 de maio de 1945, acabava a Segunda Guerra Mundial na Europa, a paz e a liberdade eram restabelecidas. O Brasil foi parte desse esforço. Nossas Forças Armadas estiveram presentes nas águas do Atlântico, nos campos de batalha e nos céus da Europa, lutando pela justiça, pela liberdade e por um mundo melhor.

Saudamos a Marinha do Brasil, responsável pelo patrulhamento das nossas águas, pela escolta e proteção dos 575 comboios, totalizando 3.164 navios, que trafegavam no Atlântico, e pela defesa de nossa costa durante a Guerra.

Nossos marinheiros que ali estavam certamente diriam que navegar na tempestade os tornou mais fortes. Ao final do conflito, a Marinha do Brasil pôde desfraldar o seu Bravo Zulu!

Reverenciamos o Exército Brasileiro e seus soldados, nossos pracinhas, que tiveram conquistas expressivas para a vitória dos aliados.

Saudamos aqueles 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira que enfrentaram as incertezas dos combates, consagraram com seu sangue o solo da Itália e cuja memória permanece viva em nossos corações. A Cobra Fumou!

Exaltamos a Força Aérea Brasileira e o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, nossos guardiães dos céus, que, entre outubro de 1944 e maio de 1945, voaram 445 missões, mostrando, nos céus da Itália, a bravura, o desprendimento e a incansável dedicação, marca indelével de nossos combatentes dos ares. Senta a Púa!

As experiências do passado nos servem para relembrar os que nos antecederam, aprender com seus atos, pensar no presente e olhar para o futuro. Os heróis de ontem nos ensinaram que nossas escolhas e nossas ações na adversidade definirão como cada capítulo da História será escrito.

Este 8 de maio, quando o coronavírus nos carrega de incertezas, coloca luzes na importante participação dos profissionais de saúde das Forças Armadas Brasileiras na Segunda Guerra Mundial. Entre eles estavam as 67 enfermeiras, que formavam o primeiro grupo de mulheres militares a participar do suporte às operações de combate no Brasil. O engajamento silencioso desses profissionais acolhia e tratava os bravos que sofriam os efeitos diretos dos combates.

O esforço de guerra nos deixou lições que vão além dos evidentes atos de bravura. Foi mobilizado o espírito da nação brasileira, que se uniu, aceitou sacrifícios, enfrentou o medo de perder seus filhos e se entregou à defesa dos valores da nossa gente.

O empenho dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial contra totalitarismos nos deixou um legado de democracia e um exemplo que nos orienta e sempre nos fortalece.

O dia 8 de maio é um marco para a liberdade que exercemos.

  

18 de Julho (Dia do Veterano):

Homenageia o retorno do primeiro escalão da FEB ao Rio de Janeiro em 1945.


DESFILE DA VITÓRIA DA FEB

A esperança de voltar para a casa dava forças aos pracinhas em meio às agruras vividas nos combates do outro lado do Atlântico, ao longo da 2ª Guerra Mundial, que teve participação brasileira entre 1944 e 1945. Essa expectativa estava bem descrita na Canção do Expedicionário, na estrofe “por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”…

O sonho do retorno à Pátria foi concretizado em 18 de julho de 1945, 80 anos atrás, quando o primeiro escalão de desembarque da Força Expedicionária Brasileira (FEB) aportou no Rio de Janeiro.

Na ocasião, uma multidão acompanhou o Desfile da Vitória, evento marcante que coroou a participação dos nossos heróis naquele conflito.

As forças armadas honra esses heróis e renova o compromisso com a liberdade e a paz. Que a coragem da FEB inspire toda a nossa Nação!

 




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